terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O que eu tenho escrito não "combina" com esse Blog nem convém postar.
Como sei também que as pessoas que costumavam ler, por alguma Força Maior, pararam, não me anima postar textos que iriam contra o conteúdo daqui.

Pois bem, isso passa...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

D.G. (é esse título até eu pensar n’um outro)

Tédio. Muito tédio.

De noite, então...! Nem se fala!

Livros, discos e fitas não são suficientes

A hora nunca nunca nunca

passa

passa

passa ...

Passa!


sábado, 25 de outubro de 2008

Retórica

O que me acontece com as palavras?

quando estou com você

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Balanço

A pobreza do eu
a opulência do mundo

A opulência do eu
a pobreza do mundo

A pobreza de tudo
a opulência de tudo

A incerteza de tudo
na certeza de nada.
___
Drummond

domingo, 28 de setembro de 2008

Oito horas

Entre carros ônibus buzinas alarmes gritos mais buzinas motores,
bem-te-vi!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O que mais deprime não é Hoje, mas o Ontem.
Muito mais o Futuro!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Aula de História

Pegou e abriu e começou.
uma

Era ... vez

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Diagnóstico

Olha, sentimos muito por todos vocês, apaixonados.

Afinal, à essa altura, não há nada que possamos fazer.
Ou...
Na verdade...
___
Estava parecido com "Pneumotórax", mas mudei. Plágio não é meu ponto forte, perdão.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Romântico incurável é pleonasmo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Horário político

Entra no salão. Cumprimenta aqueles que não via há muito tempo e diz que sente saudades.
Não fala mal de ninguém em público. Pensa coisas horríveis.
O prazer de ouvir falarem bem dele faz tudo valer a pena.
Chega em casa. E, ainda assim, a máscara não cai. Não suporta sua mulher. Finge que a ama.
Com os filhos, a mesma coisa. Não pode ouvir falarem neles.
Mas continua fingindo.
Cansa daquela vida. Resolve parar.
Vai ao banheiro. Lava o rosto e a máscara não sai.
A expressão por detrás da máscara faz tudo valer a pena.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

And here we go again!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Amor a amor

Por você, eu sofreria muito mais do que sofri. Do que costumava sofrer. E mesmo do que não imagino sofrer.
Por mais um beijo teu, faria loucuras. Faria tudo de novo. Começaria tudo de novo.
Por um olhar sincero, eu faria. Ah!, faria tudo de novo.
Por mais um beijo teu em minha testa, um abraço, uma briga, uma discussão e um ciúme louco que me consome por dentro.
Começa no pensamento, consome ainda mais, deixa-me com frio na barriga e volta até a minha boca para poder beijar-te.
Ah, por você... você que não lerá isso e não imagina que existe alguém que pensa em ti.
Você que já lhe disse o quanto, e tanto!, sinto...
Você que não me deixa dormir, com o pensamento voando durante a noite até a tua cama, onde junta-se com o teu sonho, desejando estar eternamente... do teu lado.
Porque a Eternidade não seria limite para um Amor tão grande como era o nosso.
Para um Amor que tornou-se amor. E amor tem limites...
E o nosso já chegou onde tinha que chegar.
___
Mais de um mês sem postar, sem motivo algum.
Apenas por não saber o que escrever o que tanto quero.

domingo, 27 de abril de 2008

Crise

Volto daqui a um tempo.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Ironia ilimitada

Ah, mas ele odiava quando ela dizia aquilo.
Como ela dizia aquilo...
Ultrapassava todos os limites.
___
- Perdoa-me, sim?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ironia urbana

Pegou a caneta. Puxou para si um pedaço de papel.
Não sabia o que escrever, pela primeira vez. Sentimento que nunca havia tomado conta dela. Estranhou por alguns momentos, mas logo se conformou. Começou a pensar no que fez no dia, em busca de algum fato que trouxesse fôlego para escrever. Busca em vão.
Lembrou do rosto das pessoas no metrô, das aulas insuportáveis que a matavam a cada segundo, das notas no mural, do barulho da rua, da multidão de pessoas que havia no ônibus (como pôde caber tanta pessoa em um ônibus? Havia aprendido que dois corpos não ocupavam o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo. Estava claríssimo que isso não era verdade). Procurou nos seus sentimentos.
Mas que sentimentos? Havia tempos que não sabia o que era sentir alguma coisa de verdade. Mal sentia o gosto da comida e o ar poluído da cidade... Procurou algum traço na multidão de pessoas.
Não havia ninguém que chamasse a atenção. Que chamasse a atenção suficiente, na verdade. As pessoas eram incrivelmente e surpreendentemente iguais. Até que viu um idoso. Um idoso muito engraçado.
Andava de jeito apressado, bem desengonçado, tinha um problema na perna. Uma barba no estilo Papai Noel. Roupas de muito tempo atrás e cheiro "de velho". Expressões fundas, sinais de experiência. Olhos opacos... Não! Reparando bem, eram olhos vivos, em chamas. E foi isso que chamou a atenção. No que o velho foi atravessar a rua, pá!
E decidiu que definitivamente não havia idéias para escrever.
___
Há mais coisas entre as palavras aqui que qualquer um possa enxergar.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Por amor

"Não aprendi a me render, que caia o inimigo então" foi a última parte da música que escutou antes de fechar a porta. Fechou e saiu. Saiu sem destino, por aquela rua escura. A Lua estava majestosa no Céu, como se observasse com superioridade. Estava grande, cor-de-laranja, entre as nuvens. Como um espião, no final. Um espião superior.
Já fazia tempo, e como fazia!, que precisava daquele tempo pra fazer... nada. "Let it be!", dizia ele a quem quisesse ouvir.
Tinha um sério problema: dupla personalidade. Peraí! Dupla? Infinitas. Infinitas, mesmo, que não tem fim. Cada dia estava de um jeito e, naquele dia, não estava nada bem.
Sentia falta das luzes da cidade quando a noite chegava, de ficar na varanda da sala observando os carros lá embaixo, de andar de metrô e encontrar tanta pessoa junta em um pequeno espaço, de seguir as pessoas que julgava interessantes, de passar a madrugada sem dormir só para conversar sobre nada e ficar um tempo junto, de assistir filmes no inverno e ficar no cobertor com uma bacia de pipoca cheia até aonde podia...
Enfim, quando já era de manhã, voltou para casa e a última coisa que ouviu antes de cair no chão, morto pelo descaso, foi "e até que é fácil acostumar-se com meu jeito..."

domingo, 23 de março de 2008

Opinião

Eu acho que o texto daqui de baixo foi o pior que eu já fiz. O pior dos que eu postei, e dos que não postei, também.

Jogo comercial

Páscoa.
Eu não gosto muito de Páscoa.
Também não gosto muito de chocolate (ovos de chocolate, então...).
E, assim, pára pra pensar: toda Páscoa faz um calor infernal, onde, obviamente, não combina com chocolate.
Mas, mesmo assim, as pessoas trocam ovos, de chocolate!, com a maior hipocricidade (para quem não entende neologismo, o ato de ser hipócrita).
É claro que muitos (para ser boazinha e não dizer todos) não sabem o verdadeiro sentido da Páscoa e que acho muito bonito. Bonito, mesmo, e digno de ser comemorado. Mas esse sentido se perdeu completamente.
Duvida? Pode perguntar pra qualquer um o sentido da Páscoa. Vão falar o mesmo que falariam para o sentido do Natal: fraternidade, ser bom para com o próximo... Em poucas, e verdadeiras, palavras: falsidade.
Todos os feriados "bonitos", por assim dizer, viraram jogo comercial.
Raça de víboras, é isso o que eles são.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Quem decide?

Sorte de hoje: Uma surpresa agradável está à sua espera.
Sorte de hoje: À sua surpresa, está uma agradável espera.
Ih!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Dependência

Bobos apaixonados!
O amor não existe; a não ser dentro de vocês.
Não é necessário uma outra pessoa para o amor se fazer presente.
Mas não é com a ausência que ele o faz.

domingo, 9 de março de 2008

E não mudará

Sempre foi assim.
Sempre vai ser.
Ele sempre magoava as pessoas a quem mais queria bem.
Auto-proteção? Medo? Pura controvérsia?
Sempre será.
Arrependia-se, verdade. Mas já não valiam as lágrimas durante a madrugada, que se tornava cada vez mais, e mais longa.
Sempre foi.
O estrago sempre fez parte da tua vida. O silêncio também.
Na verdade, nunca.
Nunca quis fazer mal a ninguém, embora fizesse com mais freqüência que desejasse.
E mais ainda!
Nunca havia amado de verdade. Ou talvez, até o fizesse, mas a tempestade de sentimentos fez com que fosse embora, como apenas mais um sentimento daquela mistura.
E como queria...
Se havia alguma coisa naquela mundo que ele queria, era aquele sentimento que havia sentido freqüentemente desde aquele dia. Não era culpa dele.
Era a tempestade.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Baixa estima

Beto era o que qualquer um chamaria de "exemplo". As mães de seus amigos faziam aquelas comparações terríveis "você deveria ser como ele, filho maleducado!". E deveras burro, de fato. Dever? Mas dever o quê? Dever o quê a quem? Beto já havia se cansado de tantas comparações. E o pior, com ELE! E eram mentira.
Beto fazia-se otimista. Só ele e o travesseiro sabiam que não era bem assim. Na verdade, não era nada assim. Sempre achou que não era bom o suficiente, que poderia fazer melhor e que, se ele fizesse, não haveria de dar certo.
Obviamente - mentirosamente! -esses pensamentos iam voando pelo céu azul antes de encontrar-se com os amigos. O importante era sorrir (e enganá-los).
Os pais de Beto nunca estavam lá. Quer dizer, estar eles estavam, mas era como se não estivessem. Maldade falar assim, mas é que... Beto sabia como era. Estavam tão preocupados com o trabalho, com isso e com aquilo... menos com ele! Claro que toda a preocupação era em torno de Beto. Mas ele precisava de um minuto pra ele. Um minuto pra contar como foi o dia. Um minuto para contar o que estava certo. E contar o que não estava, também. Um minuto pra ele e com eles. Seria pedir minuto? Sim, talvez seria, já que existiam tantas outras coisas...
Baixa estima sempre andava com Beto. Beto sempre andava com Baixa estima. Seriam lá grandes amigos? Melhores amigos? Companheiros? Não importa.
...Estavam sempre juntos.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Circuito de uma (quase) loucura

Travesseiro. Sonhos - e que sonhos! - E lá estava exatamente onde queria estar. Com toda aquela grama, tão verde e com um cheiro, como diriam os caipiras da cidade, de mata. E era um cheiro de mata que entrava pelo nariz e ia até... até o coração.
Vai para o coração e mexe conosco. Um cheio de mata tão forte que fazia parecer que ele era parte da mata. Não era mais apenas um observador daquele quadro - ele era o quadro e fazia parte dele -. Parte daquele céu ameaçando chover, parte daquele capim - e que vale mais que ouro! -, parte daquele boi atrás da montanha...
"Ora, mas qual boi? Endoideceu, foi?" disse a tua namorada quando soube do pensamento dele.
"Sim, é um boi! E dos bonitos!"
Em um lugar com muitos loucos como ele, explicara que "como pode não haver um boi naquela paisagem onde era explícito a existência do boi, exceto pelo fato de ele não estar ali?"
Foi preciso prendê-lo com a camisa. Já passara dos limites. Até a imaginação tem seu fim.
...Travesseiro!
___
Texto inspirado em "Circuito Fechado" de Ricardo Ramos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Amizade

Você estando lá.
Eu estando aqui.
Engraçado é que
o sentimento não sai
de lá
e nem daqui.
Não tem mais jeito.
Uma vez amigas,
sempre amigas.
Quem dirá, então,
se forem melhores amigas.
___
Quem dirá pra quem foi a homenagem?
Quem dirá que não ficou horrível?


sábado, 19 de janeiro de 2008

Hoje e ontem

Agora já é quase noite em algum dos dias mais tediosos da semana, sábado (talvez, só perca para o domingo com aquela música que é motivo de depressão de muitos por indicar o quase início da tão temida segunda). Pelo menos na cidade de São Paulo, pode ser considerado o "Dia da Pizza", onde familiares se reúnem para ganhar alguns quilos e falar sobre assuntos polêmicos.

Mas a questão não é essa. Contar-lhe-ei o motivo que me fez procurar a caneta e começar. Estava eu, muito entediada por não ter o quê fazer (leia-se que nada que eu tinha que fazer me interessava), cansada das conversas sem sentido no computador (a pessoa, que não cabe aqui dizer o nome, com a qual mais gosto de conversar e a que mais me entende tinha ido passar o dia fora), dos programas tão sem sentido quanto às conversas, resolvi começar a desenhar (aquela maldita técnica de pontilismo, que passei um ano inteiro estudando, não poderia ter sido em vão). Claro que eu tenho total consciência de que eu não desenho bem, então, desisti alguns poucos minutos depois. Foi quando percebi a crueldade com a qual minha irmã estava tratando nossos tios.

Queria porque queria colocar o DVD no momento em que eles estavam assistindo um filme na tevê a cabo (na minha época, era vhs, tevê aberta e olhe lá!). Meus tios resistiam bravamente, mas eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ela acabaria vencendo por livre e espontânea pressão (leia-se, também, irritação). Então, resolvi interferir com aquele olhar e tom de voz perfurante que todo irmão mais velho sabe como fazer para persuadir o coitado do irmão mais novo (ela deve me achar cruel e muito chata, mas espero que ela entenda que foi preciso). Não vou descrever a bagunça que ela fez na sala dizendo que queria "se isolar". (Maldito perfeccionismo!). Meus contra-argumentos "vá se isolar no teu quarto, oras" serviram para que ela, ao menos, se calasse.

Essa foi só a história, mas comecei a escrever para demonstrar a minha indignação. Ora, vejam só: quando eu tinha a idade dela, ai de mim se falasse daquele jeito! Era um tapa na boca e "vá pra p'ro quarto!" (Tudo bem, nunca foi assim, na verdade, mas tinha medo que isso acontecesse comigo). O que eu quero dizer, caro leitor, é que a educação muda de acordo com o tempo.

Veja, por exemplo, que eu e minha irmã, embora tenhamos os mesmos pais, não tivemos o mesmo tipo de educação. (Desconsideremos, aqui, o fato da personalidade).
___
Esperava que ficasse melhor, mas este só é o primeiro de muitos, espero eu.