sábado, 19 de janeiro de 2008

Hoje e ontem

Agora já é quase noite em algum dos dias mais tediosos da semana, sábado (talvez, só perca para o domingo com aquela música que é motivo de depressão de muitos por indicar o quase início da tão temida segunda). Pelo menos na cidade de São Paulo, pode ser considerado o "Dia da Pizza", onde familiares se reúnem para ganhar alguns quilos e falar sobre assuntos polêmicos.

Mas a questão não é essa. Contar-lhe-ei o motivo que me fez procurar a caneta e começar. Estava eu, muito entediada por não ter o quê fazer (leia-se que nada que eu tinha que fazer me interessava), cansada das conversas sem sentido no computador (a pessoa, que não cabe aqui dizer o nome, com a qual mais gosto de conversar e a que mais me entende tinha ido passar o dia fora), dos programas tão sem sentido quanto às conversas, resolvi começar a desenhar (aquela maldita técnica de pontilismo, que passei um ano inteiro estudando, não poderia ter sido em vão). Claro que eu tenho total consciência de que eu não desenho bem, então, desisti alguns poucos minutos depois. Foi quando percebi a crueldade com a qual minha irmã estava tratando nossos tios.

Queria porque queria colocar o DVD no momento em que eles estavam assistindo um filme na tevê a cabo (na minha época, era vhs, tevê aberta e olhe lá!). Meus tios resistiam bravamente, mas eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ela acabaria vencendo por livre e espontânea pressão (leia-se, também, irritação). Então, resolvi interferir com aquele olhar e tom de voz perfurante que todo irmão mais velho sabe como fazer para persuadir o coitado do irmão mais novo (ela deve me achar cruel e muito chata, mas espero que ela entenda que foi preciso). Não vou descrever a bagunça que ela fez na sala dizendo que queria "se isolar". (Maldito perfeccionismo!). Meus contra-argumentos "vá se isolar no teu quarto, oras" serviram para que ela, ao menos, se calasse.

Essa foi só a história, mas comecei a escrever para demonstrar a minha indignação. Ora, vejam só: quando eu tinha a idade dela, ai de mim se falasse daquele jeito! Era um tapa na boca e "vá pra p'ro quarto!" (Tudo bem, nunca foi assim, na verdade, mas tinha medo que isso acontecesse comigo). O que eu quero dizer, caro leitor, é que a educação muda de acordo com o tempo.

Veja, por exemplo, que eu e minha irmã, embora tenhamos os mesmos pais, não tivemos o mesmo tipo de educação. (Desconsideremos, aqui, o fato da personalidade).
___
Esperava que ficasse melhor, mas este só é o primeiro de muitos, espero eu.