quinta-feira, 27 de março de 2008

Por amor

"Não aprendi a me render, que caia o inimigo então" foi a última parte da música que escutou antes de fechar a porta. Fechou e saiu. Saiu sem destino, por aquela rua escura. A Lua estava majestosa no Céu, como se observasse com superioridade. Estava grande, cor-de-laranja, entre as nuvens. Como um espião, no final. Um espião superior.
Já fazia tempo, e como fazia!, que precisava daquele tempo pra fazer... nada. "Let it be!", dizia ele a quem quisesse ouvir.
Tinha um sério problema: dupla personalidade. Peraí! Dupla? Infinitas. Infinitas, mesmo, que não tem fim. Cada dia estava de um jeito e, naquele dia, não estava nada bem.
Sentia falta das luzes da cidade quando a noite chegava, de ficar na varanda da sala observando os carros lá embaixo, de andar de metrô e encontrar tanta pessoa junta em um pequeno espaço, de seguir as pessoas que julgava interessantes, de passar a madrugada sem dormir só para conversar sobre nada e ficar um tempo junto, de assistir filmes no inverno e ficar no cobertor com uma bacia de pipoca cheia até aonde podia...
Enfim, quando já era de manhã, voltou para casa e a última coisa que ouviu antes de cair no chão, morto pelo descaso, foi "e até que é fácil acostumar-se com meu jeito..."

domingo, 23 de março de 2008

Opinião

Eu acho que o texto daqui de baixo foi o pior que eu já fiz. O pior dos que eu postei, e dos que não postei, também.

Jogo comercial

Páscoa.
Eu não gosto muito de Páscoa.
Também não gosto muito de chocolate (ovos de chocolate, então...).
E, assim, pára pra pensar: toda Páscoa faz um calor infernal, onde, obviamente, não combina com chocolate.
Mas, mesmo assim, as pessoas trocam ovos, de chocolate!, com a maior hipocricidade (para quem não entende neologismo, o ato de ser hipócrita).
É claro que muitos (para ser boazinha e não dizer todos) não sabem o verdadeiro sentido da Páscoa e que acho muito bonito. Bonito, mesmo, e digno de ser comemorado. Mas esse sentido se perdeu completamente.
Duvida? Pode perguntar pra qualquer um o sentido da Páscoa. Vão falar o mesmo que falariam para o sentido do Natal: fraternidade, ser bom para com o próximo... Em poucas, e verdadeiras, palavras: falsidade.
Todos os feriados "bonitos", por assim dizer, viraram jogo comercial.
Raça de víboras, é isso o que eles são.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Quem decide?

Sorte de hoje: Uma surpresa agradável está à sua espera.
Sorte de hoje: À sua surpresa, está uma agradável espera.
Ih!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Dependência

Bobos apaixonados!
O amor não existe; a não ser dentro de vocês.
Não é necessário uma outra pessoa para o amor se fazer presente.
Mas não é com a ausência que ele o faz.

domingo, 9 de março de 2008

E não mudará

Sempre foi assim.
Sempre vai ser.
Ele sempre magoava as pessoas a quem mais queria bem.
Auto-proteção? Medo? Pura controvérsia?
Sempre será.
Arrependia-se, verdade. Mas já não valiam as lágrimas durante a madrugada, que se tornava cada vez mais, e mais longa.
Sempre foi.
O estrago sempre fez parte da tua vida. O silêncio também.
Na verdade, nunca.
Nunca quis fazer mal a ninguém, embora fizesse com mais freqüência que desejasse.
E mais ainda!
Nunca havia amado de verdade. Ou talvez, até o fizesse, mas a tempestade de sentimentos fez com que fosse embora, como apenas mais um sentimento daquela mistura.
E como queria...
Se havia alguma coisa naquela mundo que ele queria, era aquele sentimento que havia sentido freqüentemente desde aquele dia. Não era culpa dele.
Era a tempestade.