"Não aprendi a me render, que caia o inimigo então" foi a última parte da música que escutou antes de fechar a porta. Fechou e saiu. Saiu sem destino, por aquela rua escura. A Lua estava majestosa no Céu, como se observasse com superioridade. Estava grande, cor-de-laranja, entre as nuvens. Como um espião, no final. Um espião superior.
Já fazia tempo, e como fazia!, que precisava daquele tempo pra fazer... nada. "Let it be!", dizia ele a quem quisesse ouvir.
Tinha um sério problema: dupla personalidade. Peraí! Dupla? Infinitas. Infinitas, mesmo, que não tem fim. Cada dia estava de um jeito e, naquele dia, não estava nada bem.
Sentia falta das luzes da cidade quando a noite chegava, de ficar na varanda da sala observando os carros lá embaixo, de andar de metrô e encontrar tanta pessoa junta em um pequeno espaço, de seguir as pessoas que julgava interessantes, de passar a madrugada sem dormir só para conversar sobre nada e ficar um tempo junto, de assistir filmes no inverno e ficar no cobertor com uma bacia de pipoca cheia até aonde podia...
Enfim, quando já era de manhã, voltou para casa e a última coisa que ouviu antes de cair no chão, morto pelo descaso, foi "e até que é fácil acostumar-se com meu jeito..."
Um comentário:
Engraçado, esse é o primeiro post seu que eu acho que não entendi nem metade do que poderia.
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